“Rádio Chulé” com audiodescrição: levem seus filhos!

agosto 20th, 2010

O dia 27 de agosto será marcado por uma atividade de inclusão cultural inédita em Porto Alegre: pela primeira vez, um espetáculo infantil gaúcho apresenta uma versão especial com audiodescrição.

A audiodescrição é um recurso que possibilita que pessoas com deficiência visual compreendam as informações contidas em imagens. Os audiodescritores desenvolvem um roteiro paralelo que descreve aquilo que só pode ser compreendido visualmente. A narração intercala essas informações com os diálogos, preservando tudo o que o espectador pode compreender através do som original da obra.

RÁDIO CHULÉ é um espetáculo cênico e musical. Em atuações cheias de humor, o loucutor-malucantor Bartolomeu de Bormiches (César Benites) e a reportrapalhada cantriz Vanderlúcia Sadonina (Letícia Schwartz) contagiam crianças e adultos. As canções, especialmente compostas para o espetáculo, são repletas de poesia e tratam de temas recorrentes no universo infantil. Interpretadas de forma absolutamente interativa, criam imagens hilárias e estabelecem situações absurdas.

Nessa versão da Rádio Chulé, Bartolomeu e Vanderlúcia contarão com a participação especial de Audides Cristina (Márcia Caspary), que irá narrar para os espectadores com deficiência visual tudo o que acontece em cena.

A estreia da versão audiodescrita da Rádio Chulé integra a programação da 13ª Semana dos Direitos da Pessoa com Deficiência e conta com o apoio da Vivo e da Secretaria Especial de Acessibilidade e Inclusão Social.

SERVIÇO:

Rádio Chulé com audiodescrição

dia 27 de agosto, às 15:30
auditório da Escola de Gestão Pública da Secretaria Municipal da Administração de Porto Alegre
Edifício Intendente José Montaury, 14º andar

Entrada franca

RÁDIO CHULÉ:

Elenco: César Benites e Letícia Schwartz

Composições e texto: Cesar Benites, Sérgio Fleck e Letícia Schwartz

Roteiro de audiodescrição: Jorge Rein e Letícia Schwartz

Locução da audiodescrição: Márcia Caspary, como Audides Cristina

Contato:

Rosana Benites
radiochule@radiochule.com.br
(51) 3365-1817
(51) 9910-9911

Pessoas com deficiência visual têm visita especial no Acqua Mundo

agosto 13th, 2010

O Acqua MundoSite externo., maior aquário da América do Sul, criou um programa específico para deficientes visuais ou pessoas que têm baixa visão. A ideia do PDV (Programa para Deficientes Visuais) é proporcionar uma visita mais interativa sobre a vida marinha. Durante a visitação são transmitidas informações sobre a proposta do aquário no que se diz respeito ao conhecimento, preservação e conservação ambiental.

A visitação para o PDV conta sempre com no máximo três pessoas por monitor para facilitar todo o passeio pelos corredores. Dentro do percurso, os visitantes encontram o Tanque de Toque aonde entram em contato direto com alguns invertebrados marinhos, como ouriços e anêmonas, além de raias.

O passeio conta ainda com uma pequena exposição tátil de peças biológicas como arcadas de tubarões, casco de jabuti e tartarugas, pele de cobra, conchas, entre outros, além de alguns animais taxidermizados como iguana e teiú. Há também um conjunto de pranchas em Braille disponível a estes visitantes, abordando desenhos e textos dos principais animais expostos no aquário, como jacaré, píton, pingüins, raias e tubarões.

O agendamento pode ser realizado por meio do telefone (13) 3398-3000 ou por e-mail: aquario@acquamundo.com.br.

O endereço do Acqua Mundo é Avenida Miguel Estéfno, 2001, Praia da Enseada – Guarujá (SP)Site externo.. Telefones (13) 3398.3000. Os ingressos custam R$ 25,00 para adultos, R$ 15,00 para crianças de 2 a 12 anos e R$ 12,50 para idosos acima de 60 anos. Horário de funcionamento em agosto: segundas: Fechado. De terça a sexta das 10h às 18h. Sábados das 10h às 21h. Domingos das 10h às 20h.

Cadeira de rodas com nova tecnologia proporciona mais liberdade a paraplégicos

julho 30th, 2010

O designer David Bulfin desenvolveu a iBot DEKA, uma cadeira de rodas cheia de inovações concebidas para capacitar as pessoas com deficiência a viver normalmente e não dependerem de nenhuma infra-estrutura de acesso.

Essa cadeira de rodas foi baseada na tecnologia Segway, e usa uma estrutura de rodas modular que dá a paraplégicos a capacidade de sentar, levantar e subir escadas com mais conforto e independência. A DEKA possui um sistema que, quando o usuário se desloca para uma postura ereta, se ajusta automaticamente ao corpo do mesmo alterando a sua forma.

Outra vantagem do produto é que ele possui um sistema de computação que trabalha com um servidor em casa, ou seja, a cadeira de rodas se torna um dispositivo de estilo de vida, pois possibilita que o usuário manipule GPS de navegação, por exemplo.

cadeira

Cadeira de rodas


Caso o usuário caia da cadeira, há um outro dispositivo que faz com que a DEKA localize e aborde o mesmo. Além disso, também funciona como braço da chave sem fio, com funcionalidades básicas de controle remoto.

Por fim, essa cadeira de rodas possui quatro pequenas rodas avulsas para uso interno, que permitem alta manobrabilidade em torno de mobiliário e através das portas. Sobre as rodas principais, a cadeira de rodas iBot DEKA pode atingir uma velocidade máxima de 10 mph.

Pesquisa da EACH-USP recebe prêmio internacional

julho 21st, 2010

Projeto que relaciona dificuldade de locomoção de pessoas com deficiência com desastres naturais foi um dos cinco escolhidos por entidade de Boston, EUA.

O projeto de pesquisa intitulado “A Experiência de se tornar deficiente: a mudança de vida como desastre na comunidade” de autoria das alunas do curso de Ciências da Atividade Física Alessandra Marques Sohn e Giovanna Pereira Ottoni, sob orientação da Profa. Dra. Michele Schultz Ramos de Andrade, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP)Site externo., foi um dos ganhadores do prêmio concedido pelo Centro para Reconstrução de Comunidades Sustentáveis Após DesastresSite externo. da Universidade de Massachusetts, em Boston, Estados Unidos.

O ensaio reuniu relatos de pessoas que se tornaram deficientes físicos, relacionando as mudanças ocasionadas em suas vidas e na interface com a comunidade. “O objetivo não foi considerar o fato ocorrido como um desastre, mas sim explorar os rompimentos que esse conflito pode implicar na vida da pessoa que o vive, especialmente na forma como ela se relaciona com a comunidade”, diz a professora Michele.

As estudiosas acreditam que, antes mesmo de falar sobre uma comunidade sustentável para pessoas com algum tipo de deficiência, seja necessário compreender como essas pessoas vivem a experiência da deficiência e como a deficiência é, de algum modo, relevante no conceito de comunidade para elas.

O projeto fará parte da Conferência Internacional sobre Reconstrução de Comunidades Sustentáveis para Pessoas Idosas e Pessoas Com Deficiência após Desastres (Rebuilding Sustainable Communities with the Elderly and Disabled People after Disasters) que acontece na Universidade de MassachusettsSite externo., Boston, EUA, de 12 a 15 de julho de 2010.

As autoras serão homenageadas e apresentarão o trabalho em uma das sessões de evento.

Braço robótico controlado pela mente devolve movimento a jovem

julho 6th, 2010

O jovem austríaco Christian Kandlbauer, de 22 anos, que perdeu os dois braços após um acidente em 2005, está usando um braço robotizado controlado pelo próprio cérebro para fazer movimentos. A prótese, colocada do lado esquerdo do corpo, é controlada por meio de um sistema chamado TMR (algo como reinervação muscular orientada, em inglês), que usa os nervos que restaram no membro amputado.


Isso permite fazer a ligação entre os impulsos cerebrais e a prótese, que tem sete juntas. Com isso, ele pode inclusive voltar a dirigir. (Foto: Heinz-Peter Bader/Reuters)

O laptop que virou intérprete

julho 1st, 2010

Para facilitar a vida dos deficientes auditivos, aluna de Engenharia cria software que traduz a voz para a língua de sinais


Noelle Nascimento Buffa Furtado, de 23 anos, queria aliar duas coisas no seu trabalho de conclusão do curso de Engenharia da Computação na Veris Faculdades, em Campinas: inovar e criar algo que ajudasse outras pessoas. “Todo mundo falava muito de comercialização, mas eu não queria tirar dinheiro dos outros”, diz.

Primeiro, Noelle pensou em desenvolver algo para pessoas com deficiência visual. A ideia não vingou. Por sugestão do marido, decidiu criar um software tradutor de Libras, a língua brasileira de sinais.
“A gente frequenta a igreja evangélica e são duas horas de culto. Ele comentou que os intérpretes ficam cansados, não traduzem tudo.”

O protótipo ficou pronto no ano passado: “Ele ainda precisa de melhorias, mas funciona.” O programa capta a voz da pessoa e, na tela, um boneco traduz o que foi falado para Libras.

Depois de apresentar o TCC, Noelle decidiu testar o software em uma ONG de Campinas que trabalha com pessoas com deficiência auditiva. Deixou um laptop sobre uma mesa durante uma aula. “O computador captava a voz da professora, que falava no microfone, e convertia para Libras. Ela fez perguntas sobre idade, cor favorita etc. As cinco pessoas na sala entenderam tudo.”

Na monografia de 60 páginas entregue ao professor Claudio Umezu, um dos incentivadores do projeto, Noelle explica que o software pode ser usado em qualquer lugar, basta um computador. Feita na linguagem Java, a invenção tem uma limitação: não traduz a fala de muitas pessoas ao mesmo tempo, só captura uma por vez.

Noelle, que hoje procura emprego, quer melhorar a sua criação. “Pretendo que ela seja acessível para todos, não quero comercializar.”

Empresa cria motocicleta para usuários de cadeira de rodas

junho 28th, 2010

A empresa Mobility Conquest lançou um novo produto direcionado aos deficientes físicos, em especial aqueles que perderam o movimento das pernas e precisam se movimentar com o auxílio de uma cadeira de rodas. A empresa criou uma motocicleta chamada Conquest Wheelchair Motorcycle que é equipada para atender as necessidades do cadeirante. A moto, que na realidade é um triciclo, tem um cockpit especialmente desenvolvido para o usuário de cadeira de rodas, com uma rampa automática na parte traseira que se abre para dar acesso aos controles do veículo; todos operados com as mãos. A Conquest Motorcycle tem motor de 1170 cilindradas e chega a 100 km/h em menos de oito segundos; sua velocidade máxima é de 170 km/h. O produto está chegando agora ao mercado nos Estados Unidos e atende às regras de segurança do país. O vídeo abaixo, em inglês, mostra como a moto funciona.

O design da Conquest foi criado pelo inglês Alan Martin, fundador da Martin Conquest, no Reino Unido. A ideia da inovação veio depois que o filho de Martin perdeu o movimento das pernas. Nos Estados Unidos, a moto é produzida e distribuída pela Mobility Conquest, empresa subsidiária da Mobility Works, especializada no desenvolvimento de produtos destinados a deficientes físicos.

Técnica ajuda paciente em estado vegetativo a se comunicar

junho 22nd, 2010

Escâneres de ondas cerebrais podem tornar possível a comunicação com pessoas com morte cerebral, diz um novo estudo de pesquisadores belgas e britânicos, revelado pela revista inglesa The Economist.

Alguns estudos recentes mostraram que alguns pacientes em estado vegetativo podem estar mais conscientes do que parecem. Segundo Damian Cruse, da Unidade de Ciências do Cérebro da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, as máquinas de eletroencefalografia vão ajudar esses pacientes a se comunicar.

A equipe pediu a seis voluntários saudáveis a usar o aparelho de eletroencefalografia (EEG), que conectam eletrodos à cabeça da pessoa. Os participantes tiveram que reagir a um aviso sonoro imaginando que estavam apertando sua mão direita ou mexendo os dedos dos pés.

Os pesquisadores descobriram que as reações dos cérebros dos voluntários eram bem diferentes – a mão ativava o lado esquerdo do cérebro e a mexida nos dedos dos pés produzia uma resposta no centro do cérebro.

Depois, os cientistas testaram o mesmo procedimento em um paciente com síndrome do encarceramento, um problema que deixa essas pessoas ou quase completamente paralisadas, mas com algum controle sobre os movimentos dos olhos.

Finalmente, eles testaram o método em um paciente em estado vegetativo há dois anos. Os pesquisadores observaram os sinais de EEG dele e conseguiram deduzir qual movimento estava imaginando.

A mesma esquipe estudou 23 pacientes em estado vegetativo durante quatro anos e descobriu que quatro deles eram capazes de responder sim ou não às perguntas ao mudar sua atividade cerebral.

Os cientistas pediram aos voluntários para imaginar que estavam jogando tênis quando queriam dar uma resposta ou caminhar em volta da casa quando queriam dar a outra.

Como os pacientes responderam às perguntas, não estavam tecnicamente em estado vegetativo, disseram os pesquisadores.

A prova de que eles conseguem se comunicar – de que não tiveram morte cerebral – pode ter implicações para suas famílias e sobre as decisões dos médicos sobre seus cuidados.

Contos Negreiros

junho 15th, 2010

contos negreirosO audiolivro Contos Negreiros foi gravado pelo próprio autor a partir do livro de mesmo nome, lançado pela Editora Record, em 2005, vencedor do Prêmio Jabuti 2006. Assim como sua escrita, de personalidade forte, a leitura de Marcelino é marcada por um tom cortante, às vezes se arrastando como uma lamúria, às vezes ressoando entre as paredes como uma bateção de panelas. “Acho que meu texto e minha fala trazem a lembrança que tenho de minha mãe falando sem pausa, reclamando baixinho para si mesma, batendo panelas, como costumo dizer”, conta o autor. A gravação conta com a participação especial da cantora Fabiana Cozza e do percussionista Douglas Alonso. Fabiana faz a abertura, o fechamento e lê o conto Linha do Tiro junto com Marcelino. Douglas pontua a prosa com variados timbres e ritmos de percussão. Nos 16 contos da obra, Marcelino passa por temas como escravidão, turismo sexual, amor gay, prostituição infantil, analfabetismo. Tudo isso visto não por quem se senta na cadeira de observador convencional, mas por quem está lá no meio de tudo, desse turbilhão de referências que hoje envolvem o homem brasileiro, e no caso específico desta obra, o negro brasileiro.
Com total de 56 minutos, os contos incluem:

• Trabalhadores do Brasil • Solar dos Príncipes • Esquece • Alemães vão à Guerra • Vaniclélia • Linha do Tiro • Nação Zumbi • Coração • Caderno de Turismo • Nossa Rainha • Totonha • Polícia e Ladrão • Meus Amigos Coloridos • Curso Superior • Meu Negro de Estimação • Yamami.

Dica de teatro: “Olhe Para Trás Com Raiva”

junho 11th, 2010

A peça traduz a rebeldia desencadeada por uma latente raiva peculiar da geração pós-guerra, na Inglaterra, nos momentos em que os jovens dotados de talento e cheios de projetos têm frustradas suas possibilidades artísticas e sociais. A revolta contra o conservadorismo de uma sociedade hierarquizada, com desigualdades sociais, intolerância, preconceitos e dissimulações, são discutidas pelo agressivo e brilhante Jimmy, interpretado pelo ator Sérgio Abreu.

Jimmy contracena com duas jovens pertencentes a famílias da alta burguesia. A primeira é a sua esposa Allison, vivida pela atriz Karen Coelho. Ela tem como confidente a amiga Helena Charles (Maria Manoella), que se torna sua amante ao longo da história.

Olhe para trás com raiva

Olhe para trás com raiva

Cliff, interpretado por Thiago Mendonça, é um jovem comum, de bom caráter, leal, amoroso pertencente à classe operária inglesa, que mora em um minúsculo quarto embaixo do apartamento de Jimmy  e Allison, propiciando visitas frequentes ao casal e graças ao seu temperamento bem-humorado, ajuda a acalmar os ânimos fervorosos de Jimmy. Embora Cliff seja fascinado por Allison, o respeito que ele mantém pelo amigo não o deixa declarar o sincero amor que sente por ela.

Os personagens da peça “Olhe para Trás com Raiva”, levam ao palco questões sérias, mas com boas doses de humor, drama, aventura, e muitas ironias.  A inteligência dos personagens, o jogo cênico estruturado com perfeição e pelo fato de ser um clássico do teatro contemporâneo, prometem levar boas reflexões e envolvimento da plateia.

Ficha Técnica:

Direção
Ulysses Cruz

Autor
John Osborne

Elenco
Sérgio Abreu, Karen Coelho, Thiago Mendonça e Maria Manoella

Gênero
Drama

Classificação
Maiores de 14 anos

Serviço:

Olhe para Trás com Raiva

Local: Teatro Vivo (São Paulo)

Endereço: Av. Dr. Chucri Zaidan, 860, Morumbi – São Paulo – SP

Temporada: 11 de junho a 8 de agosto

Horários: Sexta-feira, às 21h30, sábado, às 21h, e domingo às 19h

Duração: Aproximadamente 105 minutos

Preço: R$ 40,00 a R$ 50,00

Acessibilidade: Pessoas com deficiência visual/auditiva: Audiodescrição/Interpretação LIBRAS

Reservas: (11) 7420-1520